sexta-feira, 22 de maio de 2015

Resenha - O reino das vozes que não se calam


Sophie não é uma adolescente muito diferente da maioria, ela tem seus conflitos, problemas, dúvidas e desesperos. Acredito que ela seria mais feliz e “normal" se não fosse atacada a todos os momentos pela sua constituição física, cor dos cabelos, cor da pele, maneira com que se veste e aparentemente qualquer coisa que faça, fale ou respire. 

A menina nunca se viu confortável em um ambiente social, principalmente na escola, onde não é bem-vinda e sabe disso. Os sentimentos de rejeição e reclusão devem ser horrorosos e por certo capazes de perturbar a mais elevada das almas. Sophie não é uma alma elevada, é uma adolescente que sofreu bullying a vida inteira. 

Os pais de Sophie são ótimos, presentes e amorosos. Mas em algum momento, como a própria adolescente percebe e afirma, eles se esquecem dos dilemas que podem ter vivido com a mesma idade e tratam-na como "uma rebelde"

Nada daquilo é realmente culpa dela, seu peso, seu cabelo, sua pele... Ela simplesmente é assim e deveria ser aceita como tal. Mas nunca mundo padronizado e com regras ditadas: ela é uma aberração. 
E uma das poucas pessoas capazes de se aventurar na casca de Sophie é Anna, que apesar de conhecê-la há anos consegue estragar um dos poucos fios que a uniam ao mundo. É aí que ela desperta no Reino.

O Reino é habitado pelos Tirus, povo pacífico e completamente devoto à sua princesa. Eles a aguardavam ansiosamente, e a sua chegada representa muito. Lá nos depararemos muitas vezes com Sycreth, a Guardiã Real, a Rainha Ny – avó de Sophie – uma das pessoas que mais aguardou a chegada da neta; Jhonx, o gato falante (“Todo gato pode (falar). Eles apenas optam por ficarem calados”), e o Primeiro Ministro Phix responsável por auxiliar a Rainha enquanto a nova herdeira não era encontrada.

O Reino das Vozes que não se calam é interessante, motivador, um pouco sombrio e com a pitada certa de romance.

Citação: 










Nenhum comentário:

Postar um comentário