quarta-feira, 20 de maio de 2015

Resenha - Cidades de Papel


Quentin é um adolescente que desde sempre gosta de Margo, sua vizinha. Os dois se conhecem desde pequenos e brincavam sempre juntos, andavam de bicicleta e tudo mais, porém, com o tempo, eles se distanciaram e ela se tornou a típica menina mais popular e linda da escola e do bairro enquanto Quentin é apenas um garoto na dele.
Uma noite, Margo invade o quarto de Quentin e o convoca para fazer parte de um plano que ela vem montando a tempos e ele obviamente aceita na mesma hora. Margo adorava tanto um mistério que tinha o incrível hábito de ir e voltar da vida de Q na hora que quisesse.É claro que o menino, sempre apaixonado por ela, não ligava muito para este fato.

Quentin é um personagem cômico e muito fofo, o adorei do inicio ao fim do livro e quando soube que sairia filme, não me contive de felicidade e o autor, foi muito bem escolhido, adorei. Margo também é uma personagem muito legal, super aventureira que não tem medo de enfrentar desafios e consegue nos cativar rapidamente.

O jeito como é narrado( por Quentin, o tempo todo, colocando ele como o grande sofredor da história e não a mulher, como normalmente lemos), os planos de Margo e finalmente a fraqueza dela no final da história, rendendo-se ao amor...é tudo bem calculado por John Green.

Li por aí muita gente criticando esse livro( nem sei porque fizeram isso), mas cada história é diferente, e ele, cada personagem é muito bem construído e diferente do anterior, o que o torna um bom escritor.

Citação:

- É mais impressionante – disse eu, em voz alta. – Assim,ao longe.Não dá para ver o desgaste das coisas,entende?Não dá para ver a poeira  ou as ervas daninhas ou a tinta rachando.A gente enxerga o lugar da forma como alguém um dia o imaginou.
-De perto tudo é mais feio. – disse ela.
- Não você. – respondi sem pensar. 

Capa: 




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