quinta-feira, 18 de junho de 2015

Resenha - A culpa é das estrelas

Quando eu peguei esse livro eu já esperava um choque, um livro extremamente dramático e que eu iria me sentir sufocada ao extremo, mas não foi isso o que aconteceu, é complicado pôr em palavras aquilo que não pode ser definido, mas de verdade, quando penso em John Green e em sua escrita, a única palavra além de genial que vem a minha mente é especial. Porque é com palavras simples e fluídas que ele construiu uma história inesquecível que faz você sorrir e chorar e nem se dar conta de como todas aquelas emoções estão transpondo todas as suas barreiras.

Hazel é uma garota tão diferente de todas as personagens que eu já acompanhei, que eu gosto de pensar que se não fosse o câncer ela ainda teria a personalidade que tem, ela é capaz de sentir um amor tão profundo que ela conseguiu agir conforme Shakespeare um dia escreveu e queria de todos os modos deixar Augustus partir, não esperando que ele voltasse, mas sim desejando que ele não se magoasse. Mas como todo mundo sabe, quando duas pessoas se apaixonam, por mais que alguém não queira magoar ou si magoar, tal feito é impossível, pois quando há sentimento tudo fica mais delicado e precioso, e é exatamente assim que pensa Augustus

A Culpa É Das Estrelas é um surpreendente e cativante livro jovem adulto, diferente da fórmula comumente utilizada pelos autores do gênero, John Green emociona e diverte o leitor em proporções iguais. Com uma escrita leve, apesar de tratar de um tema delicado, ele consegue com que você se sinta preso aquelas páginas mesmo sabendo que um final trágico está próximo e que ele é extramente necessário para dar ao livro um toque realista que um simples final felizes não conseguiria. E diante de tal quadro eu só posso finalizar com a seguinte frase: John Green é genial!


Citação:  ´´Nem todo mundo que chega na sua vida, vem com a intenção de ficar. Da mesma forma, que nem todos os que se foram, queriam partir.``


Capa: 




Achei a cada super lindinha, a diagramação e as margens ótimas, e ainda tem páginas amareladas, que dá um toque mais de livro


~ Tia Bells

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Resenha - O reino das vozes que não se calam


Sophie não é uma adolescente muito diferente da maioria, ela tem seus conflitos, problemas, dúvidas e desesperos. Acredito que ela seria mais feliz e “normal" se não fosse atacada a todos os momentos pela sua constituição física, cor dos cabelos, cor da pele, maneira com que se veste e aparentemente qualquer coisa que faça, fale ou respire. 

A menina nunca se viu confortável em um ambiente social, principalmente na escola, onde não é bem-vinda e sabe disso. Os sentimentos de rejeição e reclusão devem ser horrorosos e por certo capazes de perturbar a mais elevada das almas. Sophie não é uma alma elevada, é uma adolescente que sofreu bullying a vida inteira. 

Os pais de Sophie são ótimos, presentes e amorosos. Mas em algum momento, como a própria adolescente percebe e afirma, eles se esquecem dos dilemas que podem ter vivido com a mesma idade e tratam-na como "uma rebelde"

Nada daquilo é realmente culpa dela, seu peso, seu cabelo, sua pele... Ela simplesmente é assim e deveria ser aceita como tal. Mas nunca mundo padronizado e com regras ditadas: ela é uma aberração. 
E uma das poucas pessoas capazes de se aventurar na casca de Sophie é Anna, que apesar de conhecê-la há anos consegue estragar um dos poucos fios que a uniam ao mundo. É aí que ela desperta no Reino.

O Reino é habitado pelos Tirus, povo pacífico e completamente devoto à sua princesa. Eles a aguardavam ansiosamente, e a sua chegada representa muito. Lá nos depararemos muitas vezes com Sycreth, a Guardiã Real, a Rainha Ny – avó de Sophie – uma das pessoas que mais aguardou a chegada da neta; Jhonx, o gato falante (“Todo gato pode (falar). Eles apenas optam por ficarem calados”), e o Primeiro Ministro Phix responsável por auxiliar a Rainha enquanto a nova herdeira não era encontrada.

O Reino das Vozes que não se calam é interessante, motivador, um pouco sombrio e com a pitada certa de romance.

Citação: 










quarta-feira, 20 de maio de 2015

Resenha - Diarios do Vampiro: O Despertar


O livro conta a estória de Stefan Salvatore, um vampiro que viveu por muito tempo nas sombras e que agora busca redenção e paz. Querendo se sentir novamente humano e começar uma nova vida, Stefan se muda para a cidade de Fell's Church, onde conhece Elena Gilbert.

Elena é loira, bonita e super popular, a garota que todo o menino queria ter e todas as garotas desejavam ser. 

Apesar da atração que Stefan sente por Elena, com medo de machuca-la, ele decide se afastar, e em muitas vezes chega a ignora-la. Stefan não vê outra saída e revela a Elena seu passado, contando lhe sobre seu irmão - que busca vingança - e sua antiga paixão, Katherine - que por obra do destino é idêntica a Elena.

É um livro diferente, com a história de dois irmão, que no passado, sofreram muito por amar a mesma mulher, e acabaram se tornando inimigos, por que de uma tragedia.

O livro é completamente diferente da serie. Até o nome da cidade é diferente! Mas da para perceber que em todo fim de temporada, tentam reaproximar a serie ao livro, mas nunca funciona. Então, se você é fã da serie, e está procurando livros identicos a serie, desista.

Citação:

Mas neste momento tudo me parece estranho, como se este não fosse o meu lugar. Eu é que estou deslocada. E o pior é que sinto que pertenço a algum lugar, mas não consigo descobrir qual é.

Capa:






Resenha - Cidades de Papel


Quentin é um adolescente que desde sempre gosta de Margo, sua vizinha. Os dois se conhecem desde pequenos e brincavam sempre juntos, andavam de bicicleta e tudo mais, porém, com o tempo, eles se distanciaram e ela se tornou a típica menina mais popular e linda da escola e do bairro enquanto Quentin é apenas um garoto na dele.
Uma noite, Margo invade o quarto de Quentin e o convoca para fazer parte de um plano que ela vem montando a tempos e ele obviamente aceita na mesma hora. Margo adorava tanto um mistério que tinha o incrível hábito de ir e voltar da vida de Q na hora que quisesse.É claro que o menino, sempre apaixonado por ela, não ligava muito para este fato.

Quentin é um personagem cômico e muito fofo, o adorei do inicio ao fim do livro e quando soube que sairia filme, não me contive de felicidade e o autor, foi muito bem escolhido, adorei. Margo também é uma personagem muito legal, super aventureira que não tem medo de enfrentar desafios e consegue nos cativar rapidamente.

O jeito como é narrado( por Quentin, o tempo todo, colocando ele como o grande sofredor da história e não a mulher, como normalmente lemos), os planos de Margo e finalmente a fraqueza dela no final da história, rendendo-se ao amor...é tudo bem calculado por John Green.

Li por aí muita gente criticando esse livro( nem sei porque fizeram isso), mas cada história é diferente, e ele, cada personagem é muito bem construído e diferente do anterior, o que o torna um bom escritor.

Citação:

- É mais impressionante – disse eu, em voz alta. – Assim,ao longe.Não dá para ver o desgaste das coisas,entende?Não dá para ver a poeira  ou as ervas daninhas ou a tinta rachando.A gente enxerga o lugar da forma como alguém um dia o imaginou.
-De perto tudo é mais feio. – disse ela.
- Não você. – respondi sem pensar. 

Capa: 




quinta-feira, 30 de abril de 2015

Resenha - Quem é você, Alasca?

O livro conta a história de Miles Halter, um garoto apaixonado por últimas palavras. No começo, ele sai de casa para ir à escola preparatória de Culver Creek e justifica a sua ida com as últimas palavras de François Rabelais “Saio em busca de um Grande Talvez”. 

É em Culver Creek que Miles conhece Alasca Young, uma garota descolada, que ama livros e é uma verdadeira incógnita para Miles. Ao longo do tempo, o grupo de adolescentes fica cada vez mais próximo e é com eles que o protagonista tem várias experiências novas, como fumar, beber e ter amigos.

O livro é dividido em duas partes: o antes, e o depois. Você, assim como eu, deve se perguntar, antes e depois do quê, afinal? Quando eu comecei a ler o livro, fiquei tentada a ir logo para a parte do depois pra saber o que acontecia, mas me segurei e não li antes. Ainda bem, porque e eu tivesse feito isso ia ficar perdida. Então, uma dica: se você é como eu e tem o hábito de ler as últimas páginas do livro antes pra saber o final, NÃO FAÇA ISSO! Até porque você não vai entender nada.

a cada página o autor nos surpreende com a construção de cada personagem, os diálogos, enfim, todo o universo construído ao redor de Miles, através da visão que ele tem de tudo. Mas o livro não tem um final surpreendente, tem um final único, diferente de quase tudo o que eu já li, e que eu não vou contar porque senão perde a graça.

A escrita do John Green é tão deliciosa. A narrativa é em primeira pessoa e feita pelo Miles. O que nos leva a entender tudo do ponto de vista dele. Tenho um pedido: não vejam a Alasca como ele vê! Tentem entendê-la por ela mesma e não pela opinião dele.

O livro acabou se tornando um dos meus favoritos do autor, tanto pela escolha do tema mais “real”, quanto pela identidade e personalidade dos personagens principais.


Citação:

“Passamos a vida inteira no labirinto, perdidos, pensando em como um dia conseguiremos escapar e em quanto será legal. Imaginar esse futuro é o que nos impulsiona para a frente, mas nunca fazemos nada. Simplesmente usamos o futuro para escapar do presente.”

Capa: 


Essa é a capa mais linda e perfeita da minha estante, amo e eu ela demais *-*

~ Tia Bells 

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Resenha - Tormenta

Luce vai para um colégio-internato de Nephilim (semi-anjos) na Califórnia. Lucinda conhece Milles e Shelby. Que serão seus mais novos amigos. E junto com ela, tentarão desvender os mistérios que envolvem sua vida.

Luce descobre que agora não precisa mais temer as sombras. E começa a ver que elas podem ser um caminho para descobrir os segredos do seu passado.

Em Tormenta vemos pequenos flashes do passado de Luce. Não vemos muito ela e Daniel juntos. As poucas vezes que eles se encontram, sempre estão brigando.

Nesse livro, Luce acaba se deparando com a dúvida do seu amor por Daniel, pois ele a conhece tão bem e ela não conhece praticamente nada sobre ele, ela apenas sente esse amor pela ligação invisível que existe entre os dois. Ela começa a se perguntar como seria sua vida se ela não o tivesse conhecido.
 Muitas coisas melhoraram de Fallen para Tormenta. A história ganha mais elementos e mistérios, deixando tudo mais interessante. A narrativa adquiriu ritmo - e que ritmo! Novos e incríveis personagens foram introduzidos. Adorei a Shelby, ela é muito mais legal do que parece. Miles é lindo e fofo e Daniel acaba se revelando um chato, cheio de segredinhos.

Citação:

Às vezes coisas belas entram em nossa vida de repente. Nem sempre podemos compreendê-las, mas temos de confiar nelas. Eu sei que você quer questionar tudo, mas também compensa apenas ter um pouco de fé. 

Capa:


Confesso que me surpreendi com a capa de Tormenta, pois a cada livro fica melhor! o que mais gosto nessas capas são de fato os vestidos da Luce 

- Tia Bells 

Resenha - Fallen

Sword e Cross é uma escola sombria onde todos são obrigados a se vestirem de preto, são monitorados 24h e tem o direito à apenas uma ligação por semana.

Luce é mandada para o reformatório Sword e Cross após um acidente que tirou a vida de Trevor, um garoto por quem estava interessada. Desde pequena, é perseguida por sombras e consultou diversos médicos para descobrir uma cura. Luce se apaixona a primeira vista por Daniel, mas o garoto só a insulta. Ao mesmo tempo, o charmoso Cam só tem olhos para ela, mas a garota parece não notar. Com qual deles Luce ficará? Muito mistério envolve os personagens, principalmente a vida de Luce com as estranhas visitas das sombras sempre que algo ruim vai acontecer.

A história é lenta, arrastada e a paixão de Luce por Daniel vai se tornando cansativa no decorrer das páginas, já que ela apenas o persegue e ele sempre a maltrata. Temos pouca demonstração de carinho por parte de Daniel, o que acabei me questionando o porque de Luce gostar dele.

Acontece vários fatos no final que você se perde no meio das informações, mesmo que não respondam nem metade das perguntas. Isso mesmo, o leitor termina o livro com mais perguntas do que quando começou.

Os mistérios são frequentes em todo o livro. E por mais que teorias apareçam em nossa mente, é difícil seguir um padrão correto. A cada momento uma nova descoberta te faz seguir o caminho certo, porém sem a certeza. É intrigante e atraente, além se um pouco sombrio.

Citação:

-Acho que não sei o que quero. 

- Eu sei. - Seus olhos estavam decididos, presos nos dela. - Eu quero você.

Capa: 



Eu acho essa capa linda, quer dizer, eu não gosto muito capa com pessoas, mas essa é tão perfeita que eu nem ligo *-*




- Tia Bells